A
escola...
Para muitos que já passaram pela escola, a rotina escolar
era composta de uma vivência significativa, que nem sempre chegava a agradar
todos os alunos. As ações eram mediadas por práticas educativas inesquecíveis,
tais como: um mesmo diretor assumindo a direção da escola durante vários anos
seguidos; exigência de uniforme; cumprimento de regras diversas; sirene no
pátio; fila de entrada; silêncio; quadro de giz; cópia; decorebas; cola na
prova; castigos; recuperação sem sentido; entre outros...
As tendências de gestão, muitas vezes apenas apresentam
um discurso democrático que não consegue se efetivar na prática por ainda
pactuar com direcionamento autoritário e centralizador. Dentre os elementos que
confluem para que a atual situação se mantenha em referenciais autoritários,
destaca-se a sobrevivência da concepção de um trabalho emprestado de moldes
empresariais que vigoraram no período administrativo anterior à década de 1980.
O interveniente do momento ligado à implementação da Gestão Democrática na
prática administrativa e pedagógica transcorre com diversos tipos de
dificuldades limitativas na perspectiva da Educação Inclusiva.
No processo administrativo escolar, torna-se necessário
organizar o tempo e o espaço da escola, assim, necessariamente a equipe que administra
a escola (diretor, equipe pedagógica, professores) deve ter o conhecimento mais
especifico sobre como organizar o trabalho na escola.
A equipe da escola deve pensar e planejar suas atividades
de modo a favorecer que seus profissionais consigam desempenhar seu trabalho
com compromisso e respeito pelos alunos e pela comunidade.
Para Reflexão: Pensar a democratização da escola pública
implica em definir com clareza a função social da escola.
Para
que serve a escola? Como os funcionários veem o trabalho na escola? Como
podemos ser educadores e gestores?
Os profissionais da escola devem buscar entender:
Qual
a Função Social da Escola?
A
quem a Escola deve servir?
Os profissionais da escola devem ter a consciência de que
a função social da escola está em garantir a efetivação da educação como um
“direito social”. Cabe à escola e seus profissionais garantir aprendizagem
significativa aos seus alunos, auxiliar na construção do conhecimento,
incentivá-los a participar na escola até a conclusão do curso e certificação
com sucesso.
Mas
de qual trabalho na escola estamos tratando?
Quando os profissionais da escola se preocupam com a
Inclusão de alunos, sugerida inclusive pela LDB9394/96 (BRASIL, 1996), por meio
de matrícula, permanência e conclusão de curso com sucesso, eles também devem
se preocupar com a organização do trabalho a ser realizado no espaço escolar. O
que permite entender quais são as necessidades dos alunos que frequentam a
escola...
Segundo Dourado (2006), os conhecimentos e os saberes
construídos historicamente pelos homens nas relações que estabelecem entre si,
constituem o que se chama de educação – prática social que se dá nas relações
sociais que os homens estabelecem, diante das diversas instituições e
movimentos sociais, por eles criados e modificados ao longo da história.
A escola, para Oliveira (1999), é uma das instituições
sociais destinada a assegurar a reprodução do sistema. Também é atribuída à
escola, prioridade pedagógica, ao mesmo tempo em que se privilegia certa ação
política pautada no discurso de democratização, na qual se chama a atenção dos
profissionais para o respeito à diversidade, o direito às diferenças e a
participação coletiva.
Isso implica reflexão dos profissionais da escola sobre
os critérios utilizados para acolher o aluno e organizar o trabalho no espaço
educativo. A seleção e intenção dos envolvidos com a escola, ao se trabalhar
determinados conteúdos curriculares, ajuda a perceber em que medida o conjunto
de práticas realizadas está de acordo com a proposta de formação do futuro
cidadão.
Atualmente, a atividade por excelência da escola é
Ensinar, porém, em uma sociedade em que o homem é tido como sujeito histórico,
a PROPOSTA PARA A EDUCAÇÃO na escola sugere:
·
privilegiar o desenvolvimento da cultura
humana e, por conseguinte, a construção social;
·
permitir ao sujeito relacionar-se consigo
mesmo, com a natureza e com os outros homens;
·
favorecer a criação de oportunidade de
inclusão social para aqueles que ainda não praticam o exercício da cidadania;
·
enfim, preparar O SUJEITO em sua totalidade -
visando o desenvolvimento físico, político, social, cultural, profissional e
afetivo. Além disso, propiciar aquisição de habilidades físicas, intelectuais e
manuais necessárias à continuidade da escolarização;
Certas
Incoerências merecem REFLEXÃO: a escola deve formar para quê? Formar para
Libertação, Cooperação, Criticidade, Politização, ou formar para a Prática Autoritária,
Competição, Submissão e Consumismo?
A escola
constitui-se em espaço de socialização, possibilitando a construção do
conhecimento vivo, que se caracteriza enquanto processo em construção
permanente ligado às relações sociais.
A função social da
escola numa perspectiva transformadora, no qual fazeres e práticas estejam
centrados no trabalho coletivo, implica em respeitar as relações sociais mais
amplas, e nesse cenário, os processos de mudança vivenciados pelo Estado e pela
sociedade. O projeto de educação a ser desenvolvido nas escolas tem que
considerar os diferentes segmentos e identidade sociais que a compõem.
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