quarta-feira, 5 de junho de 2013

A escola...

Para muitos que já passaram pela escola, a rotina escolar era composta de uma vivência significativa, que nem sempre chegava a agradar todos os alunos. As ações eram mediadas por práticas educativas inesquecíveis, tais como: um mesmo diretor assumindo a direção da escola durante vários anos seguidos; exigência de uniforme; cumprimento de regras diversas; sirene no pátio; fila de entrada; silêncio; quadro de giz; cópia; decorebas; cola na prova; castigos; recuperação sem sentido; entre outros...
As tendências de gestão, muitas vezes apenas apresentam um discurso democrático que não consegue se efetivar na prática por ainda pactuar com direcionamento autoritário e centralizador. Dentre os elementos que confluem para que a atual situação se mantenha em referenciais autoritários, destaca-se a sobrevivência da concepção de um trabalho emprestado de moldes empresariais que vigoraram no período administrativo anterior à década de 1980. O interveniente do momento ligado à implementação da Gestão Democrática na prática administrativa e pedagógica transcorre com diversos tipos de dificuldades limitativas na perspectiva da Educação Inclusiva.
No processo administrativo escolar, torna-se necessário organizar o tempo e o espaço da escola, assim, necessariamente a equipe que administra a escola (diretor, equipe pedagógica, professores) deve ter o conhecimento mais especifico sobre como organizar o trabalho na escola.
A equipe da escola deve pensar e planejar suas atividades de modo a favorecer que seus profissionais consigam desempenhar seu trabalho com compromisso e respeito pelos alunos e pela comunidade.
Para Reflexão: Pensar a democratização da escola pública implica em definir com clareza a função social da escola.

Para que serve a escola? Como os funcionários veem o trabalho na escola? Como podemos ser educadores e gestores?

Os profissionais da escola devem buscar entender:

Qual a Função Social da Escola?              
A quem a Escola deve servir?

Os profissionais da escola devem ter a consciência de que a função social da escola está em garantir a efetivação da educação como um “direito social”. Cabe à escola e seus profissionais garantir aprendizagem significativa aos seus alunos, auxiliar na construção do conhecimento, incentivá-los a participar na escola até a conclusão do curso e certificação com sucesso.

Mas de qual trabalho na escola estamos tratando?
Quando os profissionais da escola se preocupam com a Inclusão de alunos, sugerida inclusive pela LDB9394/96 (BRASIL, 1996), por meio de matrícula, permanência e conclusão de curso com sucesso, eles também devem se preocupar com a organização do trabalho a ser realizado no espaço escolar. O que permite entender quais são as necessidades dos alunos que frequentam a escola...
Segundo Dourado (2006), os conhecimentos e os saberes construídos historicamente pelos homens nas relações que estabelecem entre si, constituem o que se chama de educação – prática social que se dá nas relações sociais que os homens estabelecem, diante das diversas instituições e movimentos sociais, por eles criados e modificados ao longo da história.
A escola, para Oliveira (1999), é uma das instituições sociais destinada a assegurar a reprodução do sistema. Também é atribuída à escola, prioridade pedagógica, ao mesmo tempo em que se privilegia certa ação política pautada no discurso de democratização, na qual se chama a atenção dos profissionais para o respeito à diversidade, o direito às diferenças e a participação coletiva.
Isso implica reflexão dos profissionais da escola sobre os critérios utilizados para acolher o aluno e organizar o trabalho no espaço educativo. A seleção e intenção dos envolvidos com a escola, ao se trabalhar determinados conteúdos curriculares, ajuda a perceber em que medida o conjunto de práticas realizadas está de acordo com a proposta de formação do futuro cidadão.

Atualmente, a atividade por excelência da escola é Ensinar, porém, em uma sociedade em que o homem é tido como sujeito histórico, a PROPOSTA PARA A EDUCAÇÃO na escola sugere:
·        privilegiar o desenvolvimento da cultura humana e, por conseguinte, a construção social;
·        permitir ao sujeito relacionar-se consigo mesmo, com a natureza e com os outros homens;
·        favorecer a criação de oportunidade de inclusão social para aqueles que ainda não praticam o exercício da cidadania;
·        enfim, preparar O SUJEITO em sua totalidade - visando o desenvolvimento físico, político, social, cultural, profissional e afetivo. Além disso, propiciar aquisição de habilidades físicas, intelectuais e manuais necessárias à continuidade da escolarização;

 Certas Incoerências merecem REFLEXÃO: a escola deve formar para quê? Formar para Libertação, Cooperação, Criticidade, Politização, ou formar para a Prática Autoritária, Competição, Submissão e Consumismo?
 A escola constitui-se em espaço de socialização, possibilitando a construção do conhecimento vivo, que se caracteriza enquanto processo em construção permanente ligado às relações sociais.

 A função social da escola numa perspectiva transformadora, no qual fazeres e práticas estejam centrados no trabalho coletivo, implica em respeitar as relações sociais mais amplas, e nesse cenário, os processos de mudança vivenciados pelo Estado e pela sociedade. O projeto de educação a ser desenvolvido nas escolas tem que considerar os diferentes segmentos e identidade sociais que a compõem.


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